sexta-feira, novembro 17, 2017

Sobre os acontecimentos no Zimbabwe

No meu ponto de vista, o que está a acontecer no Zimbabwe é bom e podia ser uma lição (modelo) para toda África. Pode ser que os militares fizeram tudo sem contar com o resultado final e nem Mugabe não tenha contado com o que possa acontecer no Zimbabwe nos próximos anos.

1. Pode ser que estes acontecimentos melhorem  a democracia interna no ZANU-PF mais do que se o
Emmerson Mnangagwa  ou a Grace Mugabe fossem indicados por um único homem – Robert Mugabe. Não julgo haver dúvidas que o sucessor de Mugabe será escolhido pelos militares veternanos, mas os zimbabweanos não reagirá doutra forma quando estes tiverem a oportunidade soberana ?
2. Pode ser que estes acontecimentos venham a abrir muito mais a consciência dos zimbabweanos, assumindo que só eles podem fazer mudanças no Zimbabwe e é pelos votos. Tenho dificuldades de acreditar que os que festejavam nas ruas, aquilo que me fez lembrar o golpe de Estado  em Portugal, era por prisão domiciliária do Presidente Mugabe por algumas horas.

3. O problema do clássico golpe de estado em África é de muitas vezes eliminar a democracia ou o processo democrático. Os militares por mais que digam que é para restaurar a democracia, sempre vêm com um período de transição que lhes permite formar um partido e abocanhar o poder para “sempre.”

Patrões moçambicanos defendem congelamento de aumentos salariais e do 13.º mês

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), a maior associação patronal do país, propôs hoje ao Governo moçambicano o congelamento em 2018 do aumento nos ordenados e do 13.º mês, visando atenuar o desequilíbrio das contas públicas.
A CTA defendeu um pacote de medidas a serem seguidas pelo executivo no próximo ano, durante o V Conselho de Monitoria do Ambiente de Negócios no país.
"Na perspectiva da austeridade da despesa pública, precisamos de ir a fundo nas reformas, para enfrentar os desequilíbrios, introduzindo medidas como o congelamento dos aumentos salariais em 2018 e suspendendo o 13.º mês", declarou o presidente da CTA, Agostinho Vuma.

Exército anuncia detenções de pessoas próximas de Mugabe

O exército do Zimbabwe, que controla a capital Harare, anunciou, hoje, que deteve pessoas próximas do Presidente, Robert Mugabe, e congratulou-se pelos "progressos significativos" da sua operação de purga no seio do partido no poder, o Zanu-PF, avança o Notícias ao Minuto.

"Queremos informar à nação de que progressos significativos foram alcançados no âmbito da nossa operação. Detivemos vários criminosos, enquanto outros continuam em fuga", disse o exército num comunicado publicado no jornal estatal The Herald.
Robert Mugabe e as forças armadas tiveram, ontem, uma reunião na sede da Presidência, com a mediação de um sacerdote e enviados do Governo da África do Sul. Ler mais (O País – 18.11.2017)

quinta-feira, novembro 16, 2017

Manuel de Araújo quer comissão de inquérito para assassinatos de políticos

O edil de Quelimane considera que os assassinatos são uma "estratégia" de "antigos militares" ligados à FRELIMO que visa eliminar fisicamente alguns políticos e afetar a imagem do Movimento Democrático de Moçambique.

Manuel de Araújo, membro do MDM, a segunda maior força da oposição, falou à DW África sobre a onda de assassinatos em Moçambique. O edil da cidade de Quelimane, que se mostrou revoltado, acusa o Governo, Parlamento e até mesmo os parceiros de cooperação de nada fazerem para parar esse fenómeno. 


DW África: Sente-se ameaçado com a onda de assassinatos de políticos?

Manuel de Araújo (MA): Sinto-me preocupado, porque a atuação dos esquadrões da morte tem trazido grandes preocupações em termos de segurança, não só para o cidadão Manuel de Araújo, mas para qualquer pessoa que ame Moçambique. E afugenta os investimentos estrangeiros, se se lembra da questão dos raptos em que muitos moçambicanos acabaram tirando o seu dinheiro de Moçambique e isso afeta bastante o desempenho da economia nacional. E agora temos este fenómenos dos assassinatos seletivos por parte dos esquadrões da morte. O que me preocupa é que nem o Governo de Moçambique, nem a Assembleia da República e muito menos os parceiros de cooperação estão a levar a sério esta atuação dos esquadrões da morte. O normal era já terem avançado com uma comissão de inquérito da parte do Governo, da parte do Parlamento e uma comissão da parte da comunidade internacional porque em Moçambique a nossa Constituição diz que não há pena de morte. Portanto, ninguém tem o direito de tirar a vida a outro. Eles querem recuperar os municípios, mas como sabem que por via popular não vão conseguir, então optam por outras vias, o assassinato das pessoas. Isto não é novo. E na FRELIMO é cultura, desde 1962. Eu tenho a lista de todos os que foram assassinados desde essa altura, como forma de resolver problemas. Portanto, a estratégia de usar a violência e assassinatos para resolver conflitos internos, dentro da FRELIMO, tem barbas brancas desde que a FRELIMO foi criada. Sempre houve assassinatos, até ao último dia 4 de outubro deste ano, em que foi assassinado Mahamudo Amurane.  Ler mais (Deutsche Welle – 16.11.2017)

Robert Mugabe recusa-se a abandonar o poder

Fonte dos serviços secretos do Zimbabwe disse à Reuters, citada pelo Expresso, que o ainda Presidente Robert Mugabe, impedido de sair de casa pelos militares, não quer deixar o cargo voluntariamente e recusou a mediação de um padre católico, único meio de contacto com os generais.
Ainda de acordo com o Expresso, conta a Reuters, citando uma fonte política, que o padre Fidelis Mukonori constitui nesta altura o único elo de ligação entre Mugabe e os generais que numa declaração transmitida pela televisão justificaram o assalto ao poder com a necessidade de capturar “criminosos” próximos do chefe de Estado, “que estão a causar sofrimento económico e social no país”.
Relatórios dos serviços secretos a que a Reuters teve acesso sugerem que o antigo chefe da segurança e vice-Presidente, Emmerson Mnangagwa, cuja demissão foi anunciada na segunda-feira, dia 6, será o arquiteto do golpe que começou a ser desenhado há mais de um ano.

segunda-feira, novembro 13, 2017

@Verdade Editorial: Não percamos o foco

Quando, há poucas semanas, assistimos ao Tribunal Judicial da Cidade de Nampula a condenar Manuel Tocova, edil interino de Nampula, pelo crime de desobediência, a reacção de todos foi de espanto e indignação. Sucede que, na história da Justiça moçambicana, não há registo de celeridade de um processo, à semelhança do que aconteceu com Tocova. Aliás, é sempre assim quando se trata de casos envolvendo indivíduos que não estão ligados ao partido no poder.
Foi impressionante a forma como os órgãos da justiça a nível de Nampula se desdobraram para condenar o edil interino acusado de recusar-se a fornecer documentos sobre exoneração de vereadores solicitados pelo Ministério Público. Ainda nesta semana, as notícias dando conta da prisão de Tocova, acusado de porte ilegal de arma de fogo, voltaram a causar espanto. É por demais evidente que a nossa Justiça anda enviesada e está ao serviço do regime da Frelimo para distrair o povo moçambicano dos reais problemas que preocupam a nação.

domingo, novembro 12, 2017

Assembleia de Nampula discute sucessão de Tocova

A Assembleia Municipal de Nampula reune-se segunda-feira em sessão extraordinária para eleger um novo presidente na sequência de uma carta na qual Manuel Tocova renuncia ao cargo de presidente do órgão, que vinha ocupando desde Fevereiro de 2014, informa AIM.

De acordo com fontes do “Diário de Moçambique”, citado pela AIM, Manuel Tocova submeteu à Assembleia Municipal de Nampula uma carta renunciando ao cargo.

Por força desta carta, na manhã de sexta-feira teve lugar na Assembleia Municipal local, uma reunião que visava concertar posições e marcação de uma sessão extraordinária para a próxima segunda-feira.

Na reunião, os 45 membros da Assembleia Municipal de Nampula vão eleger um novo presidente do órgão, significando deste modo que, independentemente de Tocova estar em liberdade, não mais voltará a exercer o cargo.

sábado, novembro 11, 2017

Candidaturas à eleição em Nampula arrancam em Dezembro

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) marcou para 2 a 16 de Dezembro de 2017 o período para apresentação de candidaturas para a eleição intercalar no município de Nampula.
O processo de divulgação das assembleias de voto irá até 25 dias antes da realização do sufrágio
Com o anúncio, há dias, de 24 de Janeiro de 2018 como data da realização das intercalares em Nampula, Paulo Cuinica reforçou que estão abertas as candidaturas a observadores, tanto nacionais como estrangeiros, e apelou aos interessados a que o fizessem a tempo.

Fonte: O País – 10.11.2017

Roque Silva, SG da Frelimo, tentando lubibriar aos munícipes de Nampula

É verdade que membros da Frelimo não andam com armas ilegais? Membros da Frelimo não alugam armas? Membros da Frelimo não matam os irmãos, membros da Frelimo condenam os que matam outros? Ver aqui.
De que Frelimo esse secretário-geral da Frelimo fala?Quantos em Moçambique choram por aqueles mortos por membros da Frelimo?

Se os erros discursivos de Manuel Tocova podem ser considerados pessoais e não partidários (com excepto de o Sg do MDM não ter mostrado indignação quando ele falou contra mulheres da Frelimo), será que é o mesmo com os do Roque Silva, Secretário-geral da Frelimo, partido que semeiou e semeia muito luto em Moçambique? De quem são os esquadrões da morte em Moçambique? 


Município de Nampula terá comissão de gestão até as intercalares

E depois da detenção do edil interino de Nampula, por posse ilegal de arma, Namashulua diz que a solução será a indicação de uma comissão de gestão do Município, até à eleição intercalar, agenda para 24 de Janeiro de 2018.
O edil interino de Nampula está detido desde quarta-feira. No cargo substituía o presidente do Conselho Municipal eleito, Mahamudo Amurane, assassinado a 4 de Outubro.

Fonte: O País – 10.11.2017

quinta-feira, novembro 09, 2017

Concordo com Bayano Valy

“Hoje os dois grupos de vereadores compareceram no edifício sede do município onde houve exaltação de ânimos. ..Parte do património do município está em lugar incerto. Além disso, não há, durante este período, controlo  das receitas de diferentes serviços.” In O País – 09.11.2017

Concordo com o Bayano Valy. Todos querem COMER ali e todos ou pelo menos na sua maioria são filhos do mesmo “pai”, o MDM. Portanto, o MDM tem que assumir a responsabilidade de gerir ESTE conflito entre seus membros. Simples.
P.S. Nisto aqui NÃO há nada de normal. VEREADORES são equiparados a MINISTROS. Imaginem, imaginem. Isto não se trata de um caso de funcionários simples. Para mim, o normal seria pedido de demissões ou recusa da nomeação.

Os premiados

Se a Fernanda Moçambique foi premiada por esconder votos no sutiã para eliminar o MDM num município pequeno como Gurue, como não se premiaria quem em 2009 conseguiu travar os avanços do MDM em maioriores círculos eleitorais como Nampula e Zambézia?

terça-feira, novembro 07, 2017

Ministério da Justiça e FBI investigam bancos envolvidos nas "dívidas secretas" de Moçambique

Investigadores querem saber se houve corrupção por parte de funionários moçambicano

O Ministério de Justiça dos Estados Unidos e o FBI, a polícia de investigação, estão a investigar os três bancos internacionais que estiveram envolvidos no caso das chamadas “dívidas secretas” de Moçambique
A investigação sobre os dois mil milhões de dólares cedidos pelo credor suíço Credit Suisse Group, o banco russo VTB Group e o banco Francês Paribas SA está na fase de inquérito, revelaram ao Walt Street Journal fontes bem informadas.
Os investigadores querem saber se os bancos em causa “facilitaram a corrupção de funcionários moçambicanos”
Os advogados da divisão especializada em lavagem de dinheiro e recuperação de activos do Ministério de Justiça reuniram-se no Verão com investidores que tinham vendidos títulos moçambicanos e solicitaram documentos e comunicações trocadas com os bancos.
Os funcionários do Ministério também se encontraram com os banqueiros e advogados do Credit Suisse e VTB, com sede em Londres, onde os negócios foram feito, para discutir as transações e as negociações com investidores e Moçambique, indicaram ao WST as mesmas fontes.
Recorde-se que em Abril de 2016, nas reuniões de Primavera do Fundo Monetário Internacional em Washington o ministro das finanças de Moçambique admitiu que o Governo de Armando Guebuza contraiu empréstimos sem informar o Parlamento e os parceiros que, depois, vieram a confirmar rondar os dois mil milhões de dólares.
O FMI, o Banco Mundial e vários parceiros de Moçambique suspenderam a ajuda orçamental ao país e, mesmo depois da realização de uma auditoria internacional,não retomaram a ajuda.

Fonte: Voz da América – 06.11.2017

DAVIZ SIMANGO REAFIRMA REALIZAÇÃO DO CONGRESSO DO MDM EM NAMPULA

Na Zambézia, o Presidente do Movimento Democrático de Moçambique, Daviz Simango, reafirmou a realização em Nampula do segundo Congresso desta formação política.
Falando num comíco, Daviz Simango afirmou que o assassinato de Mahamudo Amurane, então Edil de Nampula, não vai impedir a realização do Congresso naquele ponto do país.
“Os nossos congressos realizam-se de cinco em cinco anos. Agora vamos fazer o segundo Congresso“ –disse o Presidente do Movimento Democrático de Moçambique, Daviz Simango. 

Fonte: Rádio Moçambique – 07.11.2017

Intercalares em Nampula agendadas para 24 de Janeiro

O Conselho de Ministros fixou o dia 24 de Janeiro para a realização das eleições intercalares em Nampula. 

Nampula ficou sem o seu edil no passado quatro de Outubro, quando Mahamudo Amurane foi baleado mortalmente. 

Fonte: O País – 07.11.2017

Tocova muda de versão sobre seu paradeiro

Manuel Tocova, presidente interino do Município de Nampula, contradiz-se sobre o seu paradeiro e afirma não estar em parte incerta, como avançara ontem à Stv.
Tocova afirmou que estava a ser ameaçado de morte e detenção por parte de desconhecidos que o acusam de ter assassinado o edil de Nampula. O presidente interino do Município de Nampula acrescentou ainda que faziam de tudo para sujar o seu nome alegadamente por pensarem que seria candidato nas eleições intercalares.
Entretanto, hoje tem outro discurso e outros culpados. Falando à rádio pública, Tocova acusou certas pessoas de pretenderem fazer passar a imagem de Nampula como uma cidade sem Governo, e referiu que estava fora da cidade pura e simplesmente para tratar de assuntos familiares.
Na mesma ocasião, Tocova reafirmou que não tinha cometido erro algum ao nomear administradores e vereadores apesar de ter sido condenado pelo tribunal.

Fonte: O País – 07.11.2017

VICE-PRESIDENTE DO ZIMBABWE FOI DEMITIDO

O vice-presidente do Zimbabwe, Emmerson Mnangagwa, foi demitido, anunciou, esta segunda-feira, o ministro da Informação, Simon Khaya Moyo.
"O excelentíssimo Presidente Mugabe exerceu o seu poder para exonerar, com efeito imediato, o honorável vice-presidente Mnangagwa das suas funções de vice-presidente da República do Zimbabué", disse Khaya Moyo aos jornalistas, em Harare.
Emmerson Mnangagwa, de 75 anos, apelidado de "crocodilo", tem sido criticado nas últimas semanas por pessoas próximas ao Presidente Mugabe, incluindo a primeira-dama, Grace Mugabe, que o censurou por ter fingido ter sido vítima de uma tentativa de envenenamento em Agosto passado.
Os apoiantes do vice-presidente do Zimbabwe sugeriram, na altura, que a culpada da alegada tentativa de envenenamento seria a Primeira-dama, que desmentiu as alegações.
O ministro da Informação acrescentou que "ficou claro" que o comportamento de Emmerson Mnangagwa "durante o exercício das suas funções se tornou incoerente com as suas responsabilidades oficiais".
"O vice-presidente apresentou sistemática e constantemente falta de lealdade, desrespeito, desonestidade e falta de seriedade", explicou.
A sua demissão ocorre numa altura em que a guerra pela sucessão do Presidente de 93 anos se intensifica, apesar de Mugabe já ter anunciado que se candidatará a um novo mandato em 2018.

Fonte: Notícias a Minuto, in Rádio Moçambique – 07.11.2017

segunda-feira, novembro 06, 2017

PR defende austeridade nos órgãos do Estado

Manuel Tocova, edil interino de Nampula, encontra-se desde a manhã de hoje “em parte incerta”. Em contacto telefónico com a nossa reportagem, Tocova explicou que preferiu sair da circulação porque está a ser vítima de uma armadilha.
“Levaram um indivíduo, que dizem ter sido pago por mim, 50 mil meticais, para assassinar Mahamudo Amurane” explicou.
Tocova explica que tudo começou no sábado, quando indivíduos armados entraram na sua casa e ameaçaram o seu guarda. No mesmo dia, acrescenta, os mesmos indivíduos foram ao encontro do vereador da Polícia Municipal e revistaram o carro, pensando que ele (Tocova) se encontrava lá. Ao que tudo indica, de acordo com Manuel Tocova, o vereador reconheceu os indivíduos, que são da polícia. Ler mais (O País – 06.11.2017)

Nampula em colapso? Não vejo a situação de ânimo leve

Eu sei que muitos não vêem a situação do Município de Nampula como a vejo, não lhes preocupam como me preocupa. Mas como isto não preocupa a muitos se move todo o país? Se se confirma que o presidente interino encontra-se fugitivo, a questão é de como vai a gestão daquele município ainda que estamos num país onde quando um camião carregando qualquer produto se avaria “toda” a gente corre não para socorrer mas para tirar (pilhar) o que lá resta?
No caso de Nampula alguém está convencido de haver gente santa que desde aquela hora que se deu a conhecer o assassinato do edil não agiu que nem Caphirizhange, em Tete, onde toda gente correu para tirar combustível ou aqueles que na via de Nelspruit sairam dos seus carros luxuosos para retirarem para si bebidas de um carro acidentado?
A grande questão é de quem vai responder do que eventualmente tenha sido ou esteja a ser roubado em Nampula?

Não estará a cidade de Nampula a retroceder ao estado de há algumas décadas? Como se restaurará aquela cidade? Não está em total colapso? Eu não vejo a situação de ânimo leve.

Manuel Tocova em fuga e deixa Nampula sem liderança

Manuel Tocova, edil interino de Nampula, encontra-se desde a manhã de hoje “em parte incerta”. Em contacto telefónico com a nossa reportagem, Tocova explicou que preferiu sair da circulação porque está a ser vítima de uma armadilha.
“Levaram um indivíduo, que dizem ter sido pago por mim, 50 mil meticais, para assassinar Mahamudo Amurane” explicou.
Tocova explica que tudo começou no sábado, quando indivíduos armados entraram na sua casa e ameaçaram o seu guarda. No mesmo dia, acrescenta, os mesmos indivíduos foram ao encontro do vereador da Polícia Municipal e revistaram o carro, pensando que ele (Tocova) se encontrava lá. Ao que tudo indica, de acordo com Manuel Tocova, o vereador reconheceu os indivíduos, que são da polícia. Ler mais (O País – 06.11.2017)

Moçambique: Revolta e manipulação na origem dos ataques em Mocímboa da Praia

Analistas moçambicanos consideram que revolta de populações rurais e manipulação interna e externa podem ter levado a ataques armados à polícia em Mocímboa da Praia e de outros tumultos no país, no último mês.
Todo o cenário "faz parte de uma situação de crise social" em que "as populações rurais" de diferentes pontos "estão a responder, a atacar um Estado que elas pensam que não lhes está a servir", refere o historiador Yussuf Adam, pesquisador desde a década de 70 na província de Cabo Delgado.
O ataque a Mocímboa insere-se no mesmo quadro, defende, apesar das culpas apontadas por autoridades locais e população a uma "seita" islâmica radical que foi conquistando jovens da vila e os levou para a agressão.
Sem descartar essa radicalização, Yussuf Adam diz que "ainda hoje" faltam dados sobre como aconteceu, ao mesmo tempo que, a seguir aos ataques, se partiu para uma "generalização abusiva" sobre a existência de terroristas a partir de relatos conhecidos há anos de jovens muçulmanos que se reúnem com vestes e costumes próprios na região, mas sem atacar o Estado.
Centrar a discussão das causas dos ataques de 5 de outubro na radicalização islâmica é redutor, defende, numa região em que há vários pontos de atritos. Ler mais ( Deutsche Welle – 05.11.2017)

domingo, novembro 05, 2017

Angola encomendou 25 viaturas de luxo para a tomada de posse de João Lourenço

Companhia aérea russa especializada no transporte de grandes cargas garantiu a entrega de 25 "viaturas de luxo" Mercedes especificamente para a cerimónia.
Uma companhia aérea russa especializada no transporte de grandes cargas anunciou ter garantido a entrega, num único voo entre Alemanha e Angola, de 25 "viaturas de luxo" Mercedes, especificamente para a cerimónia de posse do novo Presidente angolano, João Lourenço.
A informação consta de uma nota disponibilizada já este mês pela própria Volga-Dnepr Airlines, consultada hoje pela agência Lusa, na qual acrescenta que as viaturas, numa carga total de 110 toneladas, foram transportadas com recurso a um Antonov 124-100, um dos maiores aviões de carga do mundo, cujo interior foi adaptado para o serviço.
De acordo com a Volga-Dnepr Airlines, com sede em Ulianovsk, na Rússia, o transporte foi feito entre Leipzig e a capital angolana, em nome da embaixada de Angola na Alemanha e consistiu numa frota de 25 viaturas Mercedes de luxo.
Incluía ainda três carros de polícia e dois Mercedes blindados classe G, uma encomenda global de 30 viaturas que a Volga-Dnepr Airlines refere ter sido feita para a cerimónia de tomada de posse de João Lourenço como novo Presidente angolano, a qual teve lugar a 26 de setembro último, sucedendo a 38 anos de liderança de José Eduardo dos Santos. Não foram adiantados valores relativos a esta encomenda. Ler mais ( Deutsche – 05.11.2017)

sexta-feira, novembro 03, 2017

Viaturas do barulho vão para Guebuza, Chissano, Adelino Muchanga e Verónica Macamo

Os donos das encomendas de luxo

Armando Emílio Gue­buza e Joaquim Alberto Chissano, anti­gos presidentes da República, Verónica Nataniel Macamo, presidente da Assem­bleia da República e Adelino Muchanga, presidente do Tribunal Supremo (TS) são parte das altas individualidades que en­comendaram e receberam as viaturas de luxo. As aquisições, que acontecem num momento particularmente inapropriado tendo em conta os deficits económicos resultantes, em parte, da suspensão das doações dos parceiros internacionais, estão a gerar uma onda de indignação colectiva sem precedentes.

A conferência de imprensa convo­cada e concedida no início da noite desta quarta-feira, pelo Secretário Permanente do Ministerio da Economia e Finanças, Domingos Lambo, só veio adensar as críticas públicas por ter ficado claro que, efectivamente, parte dos carros de luxo foi encomendada e adquirida este ano e parte no ano passado, portanto num momento em que o governo continua a exigir contenção às aos moçambicanos, particularmente às populações mais desfavorecidas.

COMO AGE O INIMIGO INTERNO

A EXPRESSAO “como age o inimigo” evoca, nos que viveram no tempo do Presidente Samora Machel, (o tempo revolucionário), várias conotações (emoções) e múltiplos significados, entre nostálgicos aos odiosos, por vários motivos, e que a história regista mas o discurso político presente parece não pretender recordar e muito menos exprimi-lo em voz alta e publicamente. Não será isso uma acção desse inimigo interno?
Segundo o conceito desse tempo, o inimigo desdobrava-se em interno e externo e, enquanto o externo era claramente identificável mesmo fisicamente, o interno era tão complexo e até invisível porque era um Judas: vestia a mesma farda, comia no mesmo prato, falava a mesma linguagem do grupo (movimento, partido, etc.), identificava-se vivamente com o grupo, etc., mas era um inimigo cujo resultado final da sua acção era destrutivo.
O inimigo interno, ainda segundo o sentido desse tempo, podia ser um infiltrado que, por isso, estudava e imitava a forma de ser do seu alvo, penetrando-o até ao seu “intestino” e, uma vez aí instalado, e já tido como amigo, como parte do sistema, imperceptivelmente, destruía calma, silenciosa e impunemente o seu “amigo” sem este desconfiar e até com o beneplácito da vítima.
Esta táctica do inimigo sugere que este se faz amigo da sua vítima, elogia-a na negativa para que esta erre mais e, para não cair na desgraça da vítima, evita sugerir algo de positivo, esperando e desejando que a vítima tome decisões erradas e se destrua sem que ele (o inimigo) seja responsabilizado. E quando a vítima for destruída, o inimigo salta, desresponsabiliza-se e abandona-a para se apoiar no dirigente substituto a ser tratado da mesma maneira.

José Jaime Macuane: “Fui vítima de um crime de natureza política”

Em grande entrevista ao nosso jornal, o académico moçambicano Jaime Macuane abriu o peito, pela primeira vez, depois do atentado que sofreu há pouco mais de ano e meio. No seu jeito característico de homem frontal nas suas análises e opiniões, Macuane comentou de tudo um pouco. Dos temas mais polémicos aos suaves, o presente e perspectivas para o futuro, falou sem rodeios e sem fugir a qualquer assunto, incluindo o que mais lhe marcou num passado recente: o atentado que sofreu.

Há um ano e meio, foi vítima de um atentado que o silenciou enquanto analista político com intervenções semanais no programa Pontos de Vista da STV. Como é que interpretou este acto?

Embora seja trágico e em certo ponto duro, o atentado não foi assim tão surpreendente, tendo em conta o contexto social vivido na época. Era de se esperar, como disse numa edição do programa Pontos de vista: “todos nós podíamos ser potencialmente vítimas da violência que havia no momento”. O acto em si de forma alguma me demove do facto de acreditar que é meu dever, também direito, contribuir para que se possa debater as questões do meu país. E mesmo que sejamos vítimas desta violência que periodicamente se abate sobre nós, acho que recuar e deixar de participar não fará com que esse espírito de resolver as coisas de forma violenta acabe. Pelo contrário, vai dar mais espaço e encorajar ainda mais os protagonistas destes ataques, que pretendem silenciar os moçambicanos que não fazem nada mais do que exercer os seus direitos.

quinta-feira, novembro 02, 2017

Police, army, SISE heads changed

By Joseph Hanlon

In a post-Congress reshuffle triggered by ill health and the need to prepare for the integration of Renamo forces, President Filipe Nyusi last week appointed new heads in the military, police and security services.

Lagos Lidimo steps down as director general of the State Intelligence and Security Service (SISE), while Graca Chongo retires as armed forces (FADM) Chief of Staff. Both are known to be seriously ill. And the deputy commander of the national police (PRM), Jose Weng San, died two weeks ago after a lengthy illness.

Lazaro Menete, formerly commander of the army, is promoted to be the new armed forces head, replacing Chongo. Prior to his army service, he was a rear admiral and navy commander. The armed forces deputy chief of staff Raul Dique was named by Nyusi last year, and is one of the senior officers who came from Renamo after the 1992 peace accord. Menete is replaced as army commander by Ezequiel Muianga, former chief of staff of the Presidential Guard.

Tatana chifunha nkuma

As coisas repetem-se. Sem querer, eu sou obrigado a acreditar que, na verdade, o mundo é redondo, circular, etc. As coisas acontecem ciclicamente e a razão está aí bem explícita como a luz do dia: “o mundo é redondo”. Eu até poderia acreditar na necessidade de muita coisa se repetir, mas nunca tinha pensado que era tudo que tinha que se repetir, até o nascimento. “Digo-lhe a verdade: ninguém pode ver o reino de Deus, se não nascer de novo” – disse Jesus a Nicodemos, em João 3:3.
Há anos, li um texto que contava a história de um homem que, no tempo da grande fome, ele descobriu uma colmeia de onde extraiu uma grande quantidade de mel. Só que aquele homem era muito “inteligente” como muitos pais que o mundo revela em todas as épocas de fome. 
O que ele fez?
Amigo leitor, eu não me lembro de toda história, mas se eu te contar o pouco que me vem à memória, fartar-te-ás de rir. Claro, podes até não rir, porque a história, pelo menos na parte de que me recordo, é tristinha.
Vamos ao que interessa: esse tal pai, não sei se era pai também, porque, por aquilo que ouvi nas telenovelas, pai é aquele que cria, cuida, ama, responsabiliza-se por tudo o que os filhos necessitam para crescer. O simples facto de alguém gerar crianças, como resultado, se calhar, da satisfação de suas necessidades biológicas, não lhe dá o direito de ser chamado de pai. É verdade, sim. Eu concordo com isso, caro leitor. Não é qualquer um que a gente tem de chamar de pai. Esse alguém deve merecer esse “grau”.
Estou a falar muito, não é? Até parece que não estou interessado em contar essa história. Está bem. Já vou contar. Esse homem, depois de extrair aquela enorme quantidade de mel, depositou-a num grande pote e escondeu-o numa lixeira onde deitavam, sobretudo, as cinzas. É normal lá nas comunidades rurais, onde cada um tem um grande pátio, escolher-se um sítio, nas extremidades do pátio, para depositar cinzas. Foi, então, assim que esse tal senhor achou um lugar oportuno para esconder o seu mel.
Depois de esconder o mel naquele lugar, arranjou uma cana, ou seja, uma mangueira que ele mergulhava no fundo do pote e lhe permitia sugar o mel. Assim, ele chupava o seu mel sozinho, sem dar nem à sua esposa nem aos seus filhos.
Isso de comer sozinho não era o pior. Sabe, meu amigo, o que ele fazia? Para mim, isso já é o cúmulo do absurdo. Dói-me lembrar e até contar-te.

Dhlakama diz que assassino de Mahamudo Amurane nunca será revelado

O presidente da Renamo alertou esta quinta-feira que o assassinato do autarca de Nampula, Mahamudo Amurane, há um mês, vai acabar em silêncio porque as autoridades moçambicanas “não têm a cultura de dizer a verdade”.
Afonso Dhlakama considerou uma farsa as actuais investigações e sustentou que os mandantes do crime nunca serão conhecidos, acusando o Governo de estar a propiciar estes silêncios, tal como aconteceu com outras figuras assassinadas por motivações politicas.
“Alguma vez o Governo moçambicano ou da Frelimo já disse a verdade quando se trata de violência ou criminalidade?”, questionou Dhlakama, insistindo que as autoridades “só prometem investigar, prometem perseguir para depois informar ao publico”.
“Mesmo agora o edil de Nampula, não espero que o Governo venha dizer que foi tal fulano [que o assassinou]. Podem prender um e outro porque tinha `boca cumprida`, mas os autores mesmo, os atiradores, nunca serão apresentados”, sublinhou o líder do maior partido da oposição em Moçambique.
Após o assassinato de Mahamudo Amurane, a 4 de Outubro, a Polícia fez duas detenções, de um empresário de construção civil e um vereador municipal, que estavam na companhia do então presidente durante o ataque, tendo depois sido constituídos arguido no caso.
Desde então, não são conhecidos os contornos das investigações sobre a morte do autarca, que estava em vias de rompimento com o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), terceira força política, com o qual havia sido eleito edil de Nampula.

Fonte: Voz da América, em Notícias Sapo – 01.11.2017

quarta-feira, novembro 01, 2017

LINHA ABERTA 31 10 2017: Sobre o Provedor da Justiça

Se a Renamo capitalizasse o deputado Muhamad Yassine e o MDM capitalizasse o deputado Venancio Mondlane entre outros com capacidade de argumentação, Mocambique teria tido uma oposição muito forte.
Para mim, capitalizá-los significa produzir no mínimo dez deputados da Assembleia da República, dez da Assembleia Provincial, cinco da Assembleia Municipal deste calibre.

terça-feira, outubro 31, 2017

Pelo menos 200 mortos num acidente em laboratório nuclear

O colapso de um túnel num laboratório nuclear na Coreia do Norte terá causado a morte a pelo menos 200 pessoas, segundo órgãos de comunicação social japoneses, citados pelo Notícias ao Minuto. A informação avançada cita um funcionário norte-coreano. O funcionário conta que o acidente ocorreu no dia 10 de Outubro e foi escondido. 
Em causa estava a construção de um túnel subterrâneo que acabou por colapsar. Mais de 100 pessoas ficaram presas no local e as tentativas de salvamento levaram ainda a mais um colapso que elevou o número de mortes.
De acordo com a televisão japonesa Asahi, a mesma fonte acredita que o solo em redor do laboratório nuclear ficou enfraquecido devido aos testes nucleares, o que poderá ter espoletado o colapso.
A Coreia do Norte ainda não reagiu oficialmente à fuga de informação e não confirmou o sucedido.

Fonte: O País – 31.10.2017

Governo e Conselho Islâmico querem conter radicalismo

O governo provincial de Cabo Delgado reuniu, semana finda, com a comunidade muçulmana local para analisar os acontecimentos do início do mês, cuja autoria foi atribuída a grupos radicais professando a religião islâmica.
Na ocasião, o Conselho Islâmico reiterou o seu distanciamento e repudiou aos atentados protagonizados em Mocímboa da Praia e deixou o seu comprometimento em colaborar com as autoridades locais, em particular, para assegurar a paz e a estabilidade. Ler mais ( O País, 31.10.2017)

PROCURADOR CONDENADO POR VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

O Procurador distrital de Macossa, em Manica, centro de Moçambique, Tinosse Filipe Mejenje, foi condenado, esta segunda-feira, pelo Tribunal Judicial da Cidade de Chimoio pela prática de crimes de violência psicológica e ofensas corporais voluntárias simples contra a sua esposa, Elsídia Filipe, porta-voz do comando provincial da Polícia em Manica.
O juiz da secção cível do Tribunal judicial de Chimoio decidiu aplicar ao procurador-agressor pelos crimes ora referidos, uma pena de sete meses de prisão convertidos em multa e indemnizar a vítima no valor de 120 mil meticais (1,976.16 dólares norte-americanos) pelos danos corporais e morais causados.
Segundo apurou o O País, o procurador ora condenado começou a partir para a violência há mais de um ano, após ter ouvido rumores de que a sua esposa estava a manter uma relação amorosa com um outro homem, facto que aquele guardião da legalidade não conseguiu provar em sede do Tribunal.
Há mais de três meses, quando Majenje tomou conhecimento que a sua parceira estava cansada de actos que configuram a violência doméstica e que já havia aberto um processo-crime contra si, decidiu abandonar a casa, deixando a vítima e uma filha menor à sua sorte, daí que próxima semana o tribunal deverá constituir réu o procurador, no processo de pensão de alimentos que já segue seus trâmites legais.

Fonte: AIM – 31.10.2017

STV Estado compraviaturas 31 10 2017

segunda-feira, outubro 30, 2017

Manuel Tocova foi julgado ao estilo do tribunal popular revolucionário

Prontos, o “Tribunal Popular Revolucionário” de Nampula condenou Manuel Tocova, Presidente Interino do Conselho Municipal da Cidade de Nampula, por crime de alegadamente de desobediência.
Pelo decurso deste processo, vêm-me à cabeça muita coisa que marca a minha vida e uma das coisas é uma lição de que o padre Dionísio Simbe, da então paróquia de Nacala-Porto, uma vez nos deu. Ele falou-nos de como resistiu em deixar que dois jovens a quem havia dado boleia no seu carro fossem levados ao SMO, questionando aos soldados que caçavam jovens da lei que lhes permitia recrutar jovens dos carros e ou ruas. Nisto, muitos colegas começaram a comentar emocionalmente e dizendo que era o que cada um devia fazer. Entretanto, o padre Dionísio desaconselhou-nos com argumento de que se o fizessemos estariamos sujeitos a levar tiro na cabeça e que se ele o tinha feito foi porque sabia que aqueles soldados haviam lhe reconhecido como o padre de Nacala.
Manuel Tocova, um membro do partido da oposição em Moçambique é daqueles que devia ter evitado confrontar com tribunais de Moçambique, um país onde todos não somos iguais perante a lei. Disso todos nós sabemos. Lembremo-nos das detenções, julgamento e condenação de membros do MDM aquando as eleições intercalares de Inhambane e do julgamento  Manuel Araujo, Presidente do Conselho Municipal de Quelimane foi julgado noutro Tribunal Popular Revolucionário de Gurue, acusado que havia agredido fisicamente a um cidadão, enquanto a Yolanda Dambe, Sónia Horácio Dzimba estão a passear à sua classe, Fernanda Moçambique é promovida no seu partido e tantos outros. DESOBEDIÊNCIA? Que José Abudo, Provedor da Justiça o diga.
A outra razão para evitar confrontação com ELES, é na situação em que o MDM e sobretudo em Nampula se encontra desde Fevereiro último.
Obs: 1. Em nome da moral e dos bons costumes e sou dos opus e opõe o tipo de exonerações e nomeações operadas por meu companheiro Manuel Tocova. Essa minha posição é também em nome de coesão, paz e reconciliação em Nampula.
2) Sobre a alegada desobediência, muitos conhecedores da lei até duvidam e uma das dúvidas vem de António Frangoulis que questionam se a legalidade da Procuradoria de exigir canselarem-se as exonerações e nomeações.
3) O outro facto, é se aquele documento supostamente sem assinatura, timbre e com data que não correspondia àquela a de divulgação, era legal.

4) Se em Moçambique, todos nós fóssemos iguais à lei, e a condenação de Manuel Tocova fosse indiscutivelmente legal eu não escreveria isto. 

domingo, outubro 29, 2017

O Estado não pode ficar indiferente ao que se passa

Ao som de uma ópera tocada no seu computador de mesa, numa sala com prateleiras cheias de livros versando um pouco de todas as ciências e sob nuvens de tabaco fumado a cachimbo, o filósofo moçambicano Severino Ngoenha falou ao nosso jornal da violência que vem marcando o país e deixou duas conclusões: “Não somos um povo pacífico” e o “Estado não deve ficar indiferente ao que se passa dentro das igrejas” Ler mais (O País – 28.10.2017)

Entrevista a Joana Simeão

Jornalista Francisco Ribeiro Soares, entrevista Joana Simeão, vice-presidente do Grupo Unido de Moçambique (GUMO), em Lisboa aqui 

sábado, outubro 28, 2017

Provedor de Justiça: “Titulares de órgãos públicos confortam-se com ilegalidades”

Um número considerável de titulares dos órgãos dos poderes públicos sente-se bem confortado com arbitrariedades, abusos, ilegalidades e injustiças, posicionando-se em confronto com o princípio de actuar em obediência à lei e ao direito. O número de queixas procedentes é superior ao de queixas que improcederam, sendo 71 as que procederam e 41 as queixas que não procederam. O número de recomendações (feitas pelo provedor de justiça) aumentou em relação ao período anterior, na medida em que, entre Abril de 2016 e 30 de Março de 2017, foram dirigidas às entidades visadas 27 recomendações, sendo oito acatadas, quatro não acatadas e 15 a aguardar as respectivas respostas.

Fonte: O País – 25.10.2017

Titosse e quatro funcionários do FDA expulsos

O Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar (MASA) determinou a expulsão do Aparelho do Estado de cinco funcionários do sector, indiciados no desvio de fundos do Fundo de Desenvolvimento Agrário – FDA.
Trata-se de Setina Beatriz Titosse, antiga Presidente do Conselho de Administração (PCA), Neide Fernando Xerinda, Directora-Geral-adjunta, Brasilino das Virtudes Salvador, Joaquim António Mazive e Celeste Maria Ismael (técnicos do departamento agrário) todos no banco dos réus, em conexão com o desfalque de cerca de 170 milhões.

MDM volta a postar em Venâncio Mondlane para edil de Maputo

Militantes do MDM manifestaram, hoje, alegria pela aprovação de Venâncio Mondlane para candidato do par-tido para as próximas eleições autárquicas na capital. Esta é segunda vez que Mondlane é aprovado como candidato do MDM, sendo que em 2013 que perdeu para David Simango.
Confiante no bom resultado em 2018, o candidato do MDM agradeceu aos membros do partido e promete apostar na melhoria da cidade de Maputo.
O passo a seguir é a criação de condições para a conquista do eleitorado, segundo explica o delgado político do MDM na cidade de Maputo.
Este encontro serviu também para a eleição do novo Conselho Político da cidade de Maputo, apresentação do relatório das bancadas Parla-mentar e Municipal do MDM, bem como a apreciação da moção de apoio da candidatura de Daviz Simango à eleição presidencial de 2019.

Fonte: O País – 28.10.2017

quinta-feira, outubro 26, 2017

EM PORTUGAL: ATRIBUÍDO NOME DE LOURENÇO DO ROSÁRIO A CENTRO DE ESTUDOS AFRICANOS

A atribuições teve lugar durante o Simpósio Mundial de Estudos da Língua Portuguesa, que decorre de 23 a 28 de Outubro, na cidade de Santarém, Portugal.
Participam no simpósio cerca de 1500 delegados, vindos de academias desta área, espalhadas pelo mundo.
A direcção da Escola Superior de Educação de Santarém decidiu atribuir o nome do académico moçambicano Lourenço do Rosário ao seu Centro de Estudos Africanos.
A atribuição do nome Lourenço do Rosário, ao Centro de Estudos Africanos da Escola Superior de Educação de Santarém, justifica-se segundo os seus promotores, pelo facto de este académico, enquanto colaborador daquela instituição de ensino superior de Portugal, de 1988 a 1992, "ter promovido a aproximação das instituições africanas àquela instituição e ter introduzido os estudos africanos no estabelecimento de ensino, nomeadamente nos cursos de pós-graduação".
Lourenço do Rosário é membro da Academia de Ciências de Lisboa.
Também pelos serviços relevantes prestados na aproximação das relações académicas entre Moçambique  e Portugal e entre Moçambique e Brasil, Lourenço do Rosário já foi condecorado pelo governo brasileiro com o Grau de Comendador da Ordem do Cruzeiro do Sul, em 1999 e pelo governo português, com o grau de Oficial da Ordem de Santiago da Espada, em 2008.
Na cidade de Quelimane, capital da província da Zambézia, foi também atribuído o seu nome a uma das suas ruas. (RM-Lisboa)

Fonte: Rádio de Moçambique – 26.10.2017

quarta-feira, outubro 25, 2017

Renamo garante participação nas intercalares de Nampula

O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, garantiu, hoje, que o seu partido irá participar nas eleições intercalares no município de Nampula.
“A Renamo vai concorrer e vai ganhar sem dificuldades”, reiterou Afonso Dhlakama.
Dhlakama fez estes pronunciamentos na sequência da aprovação da realização de eleições intercalares em Nampula, por parte do Conselho de Ministros nesta segunda-feira.
O governo vai notificar a Comissão Nacional de Eleições para propor a data da realização da eleição intercalar, numa altura em que falta apenas um ano para a realização das quintas eleições autárquicas na história do país.

Fonte: O País – 25.10.2017

terça-feira, outubro 24, 2017

Conselho de Ministros aprova realização de eleições intercalares em Nampula

Na sequência do impedimento permanente do edil de Nampula, por morte, o Governo vai notificar a CNE para propor a data de realização da eleição intercalar na terceira maior cidade do país.
Sobre as decisões do edil interino, o Governo diz que está a acompanhar a situação, incluindo a advertência feita pela PGR, o garante da legalidade. O executivo acredita que os órgãos competentes, Tribunal Administrativo, venham a intervir no caso para propor a legalidade no município de Nampula.
Ainda hoje, o Conselho de Ministros aprovou a proposta de lei que pune o terrorismo e actos conexos, que será submetida à apreciação do Parlamento.
Fonte: O País – 24.10.2018

Júlio Jane é o novo Director-Geral do SISE

O Presidente da República, Filipe Nyusi, nomeou, hoje, Júlio dos Santos Jane para o cargo de Director-Geral do Serviço de Informações e Segurança do Estado (SISE).
Jane exercia o cargo de Comandante-geral da Polícia da República de Moçambique e substitui Lagos Lidimo na direcção da secreta.
Fonte: O País – 24.10.2018

sábado, outubro 21, 2017

Saudades do Mark Chingono

Tenho saudades de ler o “Mark Chingono no seu livro The State, Violence and Development. The political Economy of the war in Mozambique” por uma razão. 
Ele escreve algo como esta: os moçambicanos gostam de confusão. Li o livro em 2001. Uma das coisas que me marca nesta obra é qualquer coisa como: “Quando há qualquer confusão, moçambicanos correm para lá para assistir e  aplaudir... Os moçambicanos gostam de confusão”

terça-feira, outubro 17, 2017

Entre parêntesis

José Jaime Macuane
...Muitas pessoas estão a questionar onde andava o aparelho de segurança enquanto os "meninos" de Mocímboa da Praia estavam a ser encubados e porquê não se levou a sério os alertas que vinham de várias fontes (não vou aqui considerar a explicação conspiracionista, mais picante e que me parece oportunista).
A resposta a isso não é simples, mas vou tentar dar uma explicação parcial, simples, mas não simplista. Os mais puritanos considerem isso uma hipótese a testar.
Aí vai: o aparelho securitário ficou refém das prioridades estreitas e "short-sighted" de segurança definidas neste país, que de um foco nas verdadeiras ameaças de segurança do país e do Estado passou a priorizar as ameaças políticas aos governantes do dia. Entenda-se isso aos opositores e críticos e ao mero exercício de direitos cidadãos (manifestação como um deles) que possam colocar a nu as mazelas da má governação (má governação existe em todo o mundo, menos em Moçambique, segundo alguns). Como argumento preliminar, apontaria o recrudescer da repressão nos últimos tempos como sugerindo que as coisas foram neste sentido... Ler mais 

Moçambique: FMI reafirma que sem transparência não haverá financiamento

O organismo interrompeu a ajuda a Moçambique após a descoberta de dívidas secretas de pelo menos dois mil milhões de dólares.
A retomada da ajuda financeira a Moçambique pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) carece da clarificação do uso do dinheiro das dividas ocultas que o país contraiu ao Credit Suisse e VTB da Rússia, reafirma a organização.
O corte de apoio ao orçamento de Estado moçambicano foi na sequência da descoberta de empréstimos secretos - de pelo menos dois mil milhões de dólares - que o governo contraiu com os referidos bancos.

PGR quer anulação de acordos assinados por ministro dos Transportes e seu irmão

A Procuradoria-Geral da República requereu a anulação dos memorandos de entendimento assinados no ano passado entre Ministério dos Transportes e Comunicações e as empresas Conelder, associada à família do ministro desta pasta, divulgou uma fonte da instituição.
De acordo com a fonte, citada hoje pelo jornal Notícias, a PGR entende que se tratava de uma situação de conflito de interesses, na medida em que os contratos foram assinados pelo ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, e pelo seu irmão, o falecido administrador da Carnelder, Adelino Mesquita.
Os contratos, assinados em julho do ano passado, são referentes à concessão dos principais portos nacionais às empresas Carnelder Moçambique e Carnelder Quelimane.

domingo, outubro 15, 2017

Presidente da Assembleia Municipal de Sussundenga indiciado no desvio de 2 milhões MT

O Presidente da Assembleia Municipal de Sussundenga, em Manica, está detido desde a última sexta-feira, indiciado de envolvimento no roubo de cerca de dois milhões de meticais dos cofres da edilidade local.
A informação foi avançada pelo Procurador-Chefe daquele distrito, o qual esclareceu que tal medida visa investigar o seu envolvimento no crime.
O caso foi despoletado já há alguns meses e foi denunciado pelo Presidente do Conselho Municipal de Sussundenga.
Enquanto se compõem as peças do crime de desvio dos cerca de dois milhões de meticais, a procuradoria com aval do tribunal decidiu deter Jacob Muiambo, para mais investigações.
“Encontramos algumas evidências. Porque o indiciado em liberdade poderia perturbar a instrução do processo. Optamos por promover sua detenção, acto que teve a colaboração do tribunal judicial”, disse o procurador Remigí Guiamba.
Guiamba disse por outro lado, que em paralelo decorre uma auditoria ao nível do Conselho Municipal de Sussundenga, a qual está na sua fase conclusiva, além de outras acções visando a recuperação dos bens adquiridos com o valor roubado.
A Procuradoria não avança com outros nomes envolvidos no caso, mas diz que além do Presidente da Assembleia Municipal, outros dois arguidos, por sinal funcionários do Conselho Municipal afectos à vereação de finanças, também estão a ser ouvidos.

Fonte: O País – 13.10.2017

quarta-feira, outubro 11, 2017

O inimigo e a intriga, calúnia e boato

O inimigo não é capaz de abandonar a arrogância, o culto da intriga, da calúnia e do boato. (Samora Machel)

As palavras têm poder. Quando são bem empregadas elas podem edificar, encorajar, trazer paz, esperança e salvação. Mas quando são mal utilizadas, seu efeito é catastrófico, como o fogo destruidor (Tiago 3:6). Que efeito têm os boatos? Eles podem destruir amizades e afinidades. A Bíblia diz em Êxodo 23:1: “Não levantarás falso boato, e não pactuarás com o ímpio, para seres testemunha injusta.”
Conforme descrito em Provérbios, os mexericos são tão prejudiciais e duradouros como ferimentos físicos: “Malho, e espada, e flecha aguda é o homem que levanta falso testemunho contra o seu próximo” (Provérbios 25:18). Os boatos são uma perda de tempo precioso. Pessoas ocupadas e dedicadas em cumprir fielmente o seu dever não encontrarão tempo nem se intrometerão nas questões alheias: “Porquanto ouvimos que alguns entre vós andam desordenadamente, não trabalhando, antes intrometendo-se na vida alheia; a esses tais, porém, ordenamos e exortamos por nosso Senhor Jesus Cristo que, trabalhando sossegadamente, comam o seu próprio pão” (2 Tessalonicenses 3:11-12).
Os boatos arruínam amizades: “O homem perverso espalha contendas; e o difamador separa amigos íntimos” (Provérbios 16:28). Os boatos baseiam-se em rumores: “O que anda mexericando revela segredos; mas o fiel de espírito encobre o negócio” (Provérbios 11:13). O mexeriqueiro é aquele que sai difamando ou fazendo fofoca, como o querubim caído em Ezequiel 28:16. O “fiel de espírito” refere-se à pessoa que é confiável. O cristão deve ser íntegro, honesto, justo e de confiança. Ele deve saber dominar a própria língua e usá-la para edificar, ensinar a verdade, encorajar no caminho do bem e advertir em amor e bondade.

In Bíblia (11.10.2017)